Plebe Rude

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“R AO CONTRÁRIO” MARCA A VOLTA DA PLEBE RUDE
A edição 16 da Revista Outracoisa, de Lobão, chega às bancas em 13 de setembro, trazendo o novo disco de uma das mais importantes bandas da história do rock nacional.

Desde a gravação de Enquanto a Trégua Não Vem, o álbum ao vivo que marcou a volta da Plebe Rude, em 2000, um disco de inéditas vinha sendo aguardado pelos fãs. Pois a espera acabou com R ao Contrário, o novo álbum, lançado pela Revista Outracoisa e que marca a estréia, em disco, da formação que vem tocando pelo Brasil desde 2004. Além de Philippe Seabra (vocal e guitarra) e André X (baixo), remanescentes da Plebe original, estão na banda Clemente (guitarra e vocal), também integrante do Inocentes, outra lenda do punk rock nacional, e o baterista Txotxa, ex-Maskavo Roots.

R ao Contrário foi produzido pelo próprio Philippe Seabra, no Daybreak Studios, montado por ele em Brasília, e traz 12 músicas com tudo o que a Plebe Rude tem de melhor: as melodias rebuscadas e inspiradas no pós-punk, a verve política que deu ao mundo “Proteção”, o hino da abertura política brasileira dos anos 80, e o clássico duelo vocal hoje complementado por Clemente. Ao mesmo tempo, apresenta uma banda madura e consciente do papel que representou em sua época e daquilo que ainda pode oferecer, em tempos de mensalão e outras mazelas que ainda persistem na política brasileira.

A nova formação começou a se moldar em 2003, quando Philippe Seabra e Clemente se viram dividindo o mesmo palco num tributo à banda inglesa The Clash. Quase um ano mais tarde acontecia o primeiro show, no Circo Voador, no Rio. Para a bateria foi recrutado o potente Txotxa, que fez parte da formação clássica do Maskavo Roots, grupo de destaque no cenário brasiliense dos anos 90. Com o repertório pronto, composto majoritariamente por Philippe e André X, e o estúdio de Daybreak já todo concluído, foi só iniciar a gravação das 12 músicas que estão em R ao Contrário.

E que músicas. “O Que Se Faz”, o primeiro single, abre o disco com acordes grandiloqüentes que homenageiam o Big Country, grupo escocês contemporâneo da Plebe que teve o líder Stuart Adamson morto em 2001. Na introdução foram usadas até gaitas de foles. Outra faixa inquieta é “Mil Gatos no Telhado”, cuja letra instiga o ouvinte a se indignar, de uma forma menos didática e mais inteligente. A faixa-título, por sua vez, é quase uma incitação pública para que se “pense ao contrário”, onde o rádio e a TV – e a mídia em geral – continuam na berlinda. Mas fica para o final a cereja do bolo, com a gravação da “inédita” “Vote em Branco”. A música foi responsável pela detenção da banda no histórico show de Patos de Minas, em 1981, junto com o pessoal da Legião Urbana, que tocou “Música Urbana 2” e também foi em cana. O charme a mais foi dado pela interpretação de André X, que pela primeira vez gravou os vocais, e pela participação de Fê Lemos, do Capital/Aborto Elétrico, que usou a mesma bateria dos primeiros ensaios da Plebe.

Uma das mais importantes bandas do afamado rock de Brasília da década de 80 que revelou, entre outros, Legião Urbana, Capital Inicial e Paralamas do Sucesso, a Plebe Rude foi certamente a que atingiu maior sucesso logo na estréia, com o EP “O Concreto Já Rachou”, do qual nada menos que seis das sete músicas se transformaram em hits nas FMs de todo o País. Puxado por “Até Quando Esperar”, o disco superou as 250 mil cópias, e é considerado uma das melhores estréias de uma banda nacional em todos os tempos.

Marcos Bragatto
11 de setembro de 2006

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